Por Josiane Nalevaia | Marketing Vanguard
Quando a gente compra um terreno, criamos muitas expectativas positivas para o que vamos trazer de novidade para a região. A ansiedade bate! Então logo colocamos o nosso tapume, que já é bem característico. Geralmente também já trabalhamos um pouco do paisagismo externamente, para tudo ficar ainda mais bonito.
E um termo não tão novo assim, mas que vem fazendo sucesso, descreve isso: gentileza urbana. São iniciativas que trazem melhor qualidade de vida para as cidades e seus habitantes, e podem ser ações de integração, revitalização, que facilite a mobilidade etc.
Em Curitiba somos os primeiros a trazer o conceito de gentileza urbana em formato gastronômico, para os moradores da região do Água Verde, uma horta disponível para todos! A iniciativa tem gerado curiosidade, olhares e interações com a equipe que trabalhou no local.
Cheirinho de tempero fresco no ar
Por isso, convidamos a Dona Mayra, nossa parceira na ação, para contar mais para nós como foi participar de tudo isso e a reação das pessoas. E dá para perceber o amor que ela sente no que faz só de ler o nosso bate-papo. Confere aqui embaixo!

Como a senhora recebeu a ideia de fazer uma horta no tapume do terreno na Rua Sebastião Paraná, em Curitiba? O que achou da ideia?
Quando fui informada da intenção de implantar uma horta naquele local, na área externa ao tapume de um futuro empreendimento, literalmente à beira da rua, pensei: não há lugar melhor para mostrar o que há além de concreto, aço e tecnologia no DNA de uma empresa!
Sempre tive convicção de que, por mais cosmopolita que seja, o ser humano anseia por sinais que o lembrem de que há outras paisagens para além das suas janelas, e bem ali, nas calçadas por onde transita.
Como foram escolhidos os temperos que seriam plantados ali?
Pensei em temperos, chás, plantas pequenas de aroma e sabor que podem não servir para um prato farto que sacie o apetite do seu corpo, mas com certeza criarão um vínculo afetivo com o lugar onde as encontrou.
Escolhi temperos levando em conta os mais usuais na culinária local, como alecrim, manjericão, tomilho e coentro, e aproveitei para plantar um pé de Jambu, muito apreciado na região Norte e que, aos poucos, tem conquistado o paladar dos curitibanos. Para os chás, coloquei plantas que as avós ainda não esqueceram, e fiz questão de algumas que estão quase em extinção: Artemisia Camphorata (cânfora), Malva Sylvestris e Tanacetum Vulgare (atanásia). Esse ponto fora da curva – ervas e temperos diferentes – foi proposital, para causar estranheza, que gera conversa, amizades.
Como foi a recepção das pessoas durante e após o trabalho?
Tenho frequentado o local regularmente, o que me proporcionou encontros muito marcantes com quem passa por ali. O que chama a atenção é que, independente de gênero ou idade, todos reduzem o passo, e, mesmo estando ao telefone, voltam o olhar para as plantas. E há os que param, olham plantinha por plantinha, tocam nas folhas, às vezes falam os nomes dos temperos, elogiam a iniciativa, e chegam a prometer que serão cuidadores do lugar.
São sinais de pertencimento, a horta incorporada na paisagem passa a ser de todos, amigável e receptiva às visitas. Numa ocasião, uma moradora dali confessou que nunca tinha usado coentro, dei a ela um ramo para experimentar, sentiu como se tivesse ganho algo muito especial.
Que tal conhecer a nossa horta?
Dá uma olhadinha em mais fotos de como ficou a nossa horta pública:




Então fica o nosso convite. Quem morar na região ou passar por ali (na rápida do Portão sentido bairro – Rua Guararapes – esquina com a Rua Sebastião Paraná), confere os temperos e folhas para chá disponíveis na nossa horta e dê um toque especial ao seu prato. Conte também para os seus amigos e família. É para você, é para todos!
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